Conheça a diferença: detectores de fumaça iônicos e óticos (fotoelétricos).
- ENGEPREVI
- 12 de jan. de 2018
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Existem dois tipos principais de detectores de fumaça: detectores iônicos e detectores óticos, ou fotoelétricos. Um sistema de detecção e alarme de incêndios pode usar um ou ambos os métodos, além de detectores de temperatura. Os dispositivos podem ser também autônomos (muito utilizados em residências nos EUA), quando são alimentados por uma bateria de 9 volts, bateria de lÃtio ou pela rede elétrica (127/220 volts). No caso de fazerem parte de um sistema, sua alimentação é diretamente pelo laço, em 24 volts.


Detectores iônicos: Os detectores iônicos possuem uma câmara de ionização e uma fonte de radiação ionizante. A fonte de radiação ionizante é de cerca de 0,3 microgramas de isótopo de amerÃcio-241, que é uma fonte de partÃculas alfa (núcleos de hélio). A câmara de ionização consiste em duas placas separadas por cerca de um centÃmetro. A bateria aplica tensão à s placas, deixando uma positiva e a outra negativa. As partÃculas alfa, liberadas constantemente pelo amerÃcio, quebram os elétrons dos átomos no ar, ionizando os átomos de oxigênio e nitrogênio na câmara. As partÃculas de oxigênio e nitrogênio carregadas positivamente são atraÃdas para a placa negativa e os elétrons são atraÃdos para a placa positiva, gerando uma corrente elétrica pequena e contÃnua entre as placas. Quando a fumaça entra na câmara, as partÃculas de fumaça se prenderem à s partÃculas ionizadas neutralizando-as. Assim elas não são atraÃdas para a placa negativa. A queda na corrente entre as placas desencadeia o alarme. Simplificando: cada extremidade da câmara possui uma placa metálica energizada com corrente contÃnua. O ar ionizado pelo amerÃcio-241 conduz a eletricidade entre as placas. Quando a fumaça penetra na câmara, a corrente é interrompida, disparando o alarme.


Detectores fotoelétricos: Nos dispositivos fotoelétricos, a fumaça bloqueia o feixe de luz. Neste caso, a redução da luz que atinge uma fotocélula desencadeia o alarme. No tipo mais comum de unidade fotoelétrica, no entanto, a luz é dispersada pelas partÃculas de fumaça na fotocélula, disparando o alarme. Neste tipo de detector há uma câmara em forma de T com um diodo emissor de luz (LED) que dispara um feixe de luz através da barra horizontal da fotocélula. A fotocélula, posicionada no fundo da base vertical do T, gera uma corrente quando exposta à luz. Sob condições livres de fumaça, o feixe de luz cruza a parte superior do T em uma linha reta ininterrupta, não atingindo a fotocélula posicionada em um ângulo reto abaixo do feixe. Quando a fumaça está presente, a luz é dispersada pelas partÃculas de fumaça e parte da luz é direcionada para baixo, pela barra vertical do T, em direção à fotocélula. Quando uma quantidade de luz suficiente atinge a célula, a corrente dispara o alarme.
Qual método é melhor? Independente da caracterÃstica, qualquer um dos tipos de detectores de fumaça são efetivos, sendo que ambos devem passar pelo mesmo teste para serem certificados e aprovados. Os detectores iônicos respondem mais rapidamente aos incêndios flamejantes com partÃculas de combustão menores. Já os detectores fotoelétricos respondem mais rapidamente aos incêndios com combustão mais lenta, sem chama. Em qualquer um dos tipos, vapores, poluição ou alta umidade pode levar à condensação na placa de circuitos e no sensor, fazendo com que haja um falso alarme, além de diminuir a vida útil do equipamento. Os detectores iônicos são mais baratos do que os detectores fotoelétricos, mas são mais propensos à falsos alarmes, devido à sua sensibilidade na presença de pequenas partÃculas de fumaça. No caso dos detectores autônomos, os detectores iônicos têm um grau de segurança incorporada não inerente aos detectores fotoelétricos. Quando a bateria começa a falhar em um detector iônico, a corrente de Ãons cai e o alarme soa, avisando que é hora de mudar a bateria antes que o detector se torne ineficaz.
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